[Resenha]: Memórias do Bullying - (Tahiana Andrade)

"Atualmente, o fenômeno bullying/violência escolar tem sido assunto de constante preocupação e discussão entre professores, pedagogos, psicólogos, pais e estudantes em todo o mundo. Isso acontece devido ao crescimento desse fenômeno, o que tem feito com que muitas crianças sofram violência física, psíquica e verbal no ambiente que deveria lhes transmitir segurança e socialização: a escola. Com isso, o bullying passou a ser considerado um problema de saúde pública internacional.O livro Memórias do bullying aborda o assunto a partir de duas perspectivas: a experiência profissional da autora como estudiosa dos fenômenos psicológicos relacionados ao bullying, e as experiências de ter sofrido bullying na infância, corroborando as pesquisas citdas no livro. Em Memórias do bullying é possível compreender a definição, as formas e a origem da violência escolar entre alunos, além da percepção sobre o perfil das crianças envolvidas, as consequências na vida infantil e adulta e as estratégias de intervenção e prevenção acompanhadas de uma história de sofrimento e superação narrada com sensibilidade em trechos autobiográficos.”


        Acho que posso encaixar o livro Memórias do bullying no gênero auto-ajuda. Nele a autora Tahiana Andrade vai contar sobre o bullying detalhadamente, fazendo quem está de fora perceber o quão grave é este problema e o quanto ele pode perturbar a vida de uma criança para sempre.

      No texto ela intercala contando com a sua própria experiência sobre o bullying, ela conta abertamente o quanto ela sofreu em cada situação em que seus colegas a tratavam mal, o porque de ela demorar muito tempo para contar aos seus pais e principalmente como ela se sentia com tudo aquilo. É impressionante perceber o quanto algumas crianças podem ser más e isso pode ser reflexo de sua convivência e problemas familiares.


      Eu particularmente já sofri bullying quando era pequena, porque era gordinha e aí todos procuravam aqueles apelidos: gorda, baleia rolo de poço, etc. Quando comecei a usar óculos começaram a me chamar de quatro olhos. Minhas pernas sempre foram muito grossas e quando na adolescência eu emagreci elas ficaram mais evidentes, dai acabei ganhando outro apelido “mari das coxonas”. Mas eu me importava mais com esses insultos quando eu era criança, chegava até a bater em meus colegas, a insultá-los de volta kkk. Mas isso não adianta, só serve para que os agressores te insultem mais e eu aprendi isso , com o tempo nada que as pessoas me falavam me deixava mal, comecei a me aceitar e a me amar do jeito que eu sou.


     E essa é a mensagem que a autora passa no livro, cada pessoa tem uma reação diante do bullying, mas o que todas devem fazer é se aceitar como é e se amar acima de qualquer coisa. Amor próprio é tudo!

“Não importa o que fizeram com você. Vai passar. Por vezes, as dores vão parecer insuportáveis, e o medo, a angústia e a insegurança tenderão a te puxar para baixo. Mas, não importa o que te digam ou o que te façam, você é o construtor da sua própria jornada, o principal responsável pela sua história. É você quem transforma o discurso dos outros a seu respeito em verdades ou mentiras absolutas. Porque você é o único capaz de acessar suas próprias memórias e reconstruí-las, resgatá-las e revivê-las, transformando as suas dores em memórias positivas através das quais é possível extrair força para prosseguir.”

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